Jussara Hoffmann
 

 

ARQUIVO I
De como me tornei PROFESSORA

ARQUIVO II
Do ensinar ao educar

ARQUIVO III
Da definição de rumos

ARQUIVO IV
Avaliando redações

ARQUIVO V
De readaptações

ARQUIVO VI
Faced/ UFRGS e Educação Infantil

ARQUIVO VII
Avaliação: mito ou um desafio?

ARQUIVO VIII
Uma prática em construção

ARQUIVO IX
Das intenções às ações

ARQUIVO X
De como me tornei editora

ARQUIVO XI
Avaliar: respeitar primeiro, educar depois

MELHORES MOMENTOS
Galeria de fotos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

ARQUIVO III
Da definição de rumos

Março de 1979

Em 1979, de mudança para o Rio de Janeiro por razões profissionais do meu marido, suspendi minhas intensas atividades profissionais em Porto Alegre e tive tempo para buscar qualificação profissional.

“Toda a busca de saber nasce de uma inquietação, da falta que emana da prática” (Weffort, 1995, p.10). Em 1979 completara dez anos de magistério. Minhas experiências profissionais haviam sido fortemente direcionadas para a Educação. Natural, portanto, que procurasse o Mestrado em Educação da UFRJ ao invés do Instituto de Letras.

Desde meu ingresso no Pós-Graduação fiquei entusiasmada com o currículo da Área de Avaliação, recém constituído e inovador, no qual me inseri como mestranda por me parecer instigante e aberto a investigações sobre as concepções e práticas avaliativas intuídas nas escolas em que trabalhara. Por meio desses estudos, poderia fazer o resgate reflexivo de minha ação docente e da ação supervisora que muito haviam girado em torno da problemática da avaliação. O Mestrado representou imersão total nesse tema. E imersão total no curso. Em dois anos cumpri todo os créditos e concluí a dissertação tal o entusiasmo despertado.

No início dos anos 80, a Área de Avaliação representava um novo desafio aos professores do Mestrado e aos educadores de todo o país. Ingressei na segunda turma selecionada para essa área e fui a segunda aluna a obter o título de Mestre em Avaliação Educacional na UFRJ, tendo por orientadora a sempre presente e competente Pós-Doutora em Educação Lilia da Rocha Bastos (com ela aprendi o que é ser uma professora/mediadora). Ao longo do curso direcionei meus estudos para os teóricos que desenvolviam uma perspectiva responsiva e de negociação, como Cronbach (1980), Stake (1975) e Alkin (1979) cuja orientação era no sentido de realizar indagações mais amplas e profundas sobre o objeto de avaliação, fortalecendo o juízo de valor sobre seu mérito e relevância e ao mesmo tempo, concentrando-se nos valores e nas necessidades sociais.